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Você sabe o que é Computação em Nuvem?
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por Lucas Mendes de Oliveira, gestor de Marketing do CITi
Já faz algum tempo que o termo “Computação em Nuvem” é citado em todos os jornais, palestras, eventos que tem a ver com computação. Mas você sabe o que é Computação em Nuvem? As aplicações? Como funciona? O impacto sobre você? Tire suas dúvidas aqui.
Qual é a ideia?
A maioria das pessoas já usou computação em nuvem (Cloud Computing) e nem sequer notou. Se você, por exemplo, tem uma conta de e-mail no Gmail, Yahoo!, Hotmail ou usou algum serviço baseado exclusivamente na web, você “sabe” o que é Computação em Nuvem. Com o advento do Google Docs, já é realidade fazer planilhas, editar textos, armazenar dados e criar slides de apresentação bastando acessar a internet e utilizar as ferramentas on-line. Não é necessario instalar nada no computador além do seu navegador.
Agora imagine isso em um nível muito maior, pegue seu computador todo e jogue na “nuvem” hardwares e softwares. Todo o armazenamento de dados e processamento necessário desde memória virtual(RAM) até vídeo virá da “nuvem”.
Qual as aplicações e impacto disso tudo?
Através dessa breve explicação, deve-se imaginar algumas mudanças de imediato. Assim como seu e-mail, você poderá acessar o conteúdo do seu desktop em qualquer lugar do mundo bastando acessar a internet. O usuário não terá que investir em uma máquina potente dentro da sua casa.
Além disso, o aumento da inclusão de computadores em comunidades carentes, já que não é preciso investir em algo muito potente e caro, torna-se muito maior. Empresas podem economizar bastante dinheiro com softwares, por exemplo: toda a suíte de aplicativos que ela precisa poderia ser disponibilizada pela internet onde seus funcionários iriam acessar on-line.
Impedimentos
Como nem tudo é perfeito, os impedimentos são grandes. Saindo um pouco do universo virtual e indo para parte jurídica, que é bastante questionável, de quem seriam os dados e serviços armazenados? Do usuário ou da empresa que fornece o serviço? Se for da empresa, caso haja algum erro ou perda de arquivos, como vamos arcar com prejuízos?
Essas questões delicadas já estão sendo discutidas em todo o mundo e já existem muitas divergências. Voltanto-se para computação, outro fator importante, para que a Nuvem seja viável, nossa conexão com a internet teria que ser extremamente rápida e apenas alguns países poderiam disponibilizar isso.
Conclusão
As idéias são ótimas, as aplicações inimagináveis e os problemas também. Impedimentos de segurança e da própria tecnologia são a maior barreira para entrarmos nesse mundo de vez. Algumas falhas recentes da Google deixam muitos empresários com um pé atrás de investir e armazenar seus dados confidenciais nas Nuvens. Porém, como muitos dizem, “A moda já pegou“, milhões de dólares foram investidos em pesquisas nas maiores empresas do mundo. Agora é esperar para ver, usar, criticar e curtir toda a gama de possibilidades que a Computação em Nuvem tem a oferecer.
lucas.mendes@citi.org.br
Curso de Programação Concorrente em Java
Programação concorrente é um paradigma de programação e foi desenvolvido para a construção de programas de computador que fazem uso da execução concorrente (simultânea). Ou seja: execução de várias tarefas computacionais interativas, que podem ser implementadas como programas separados ou como um conjunto de threads criadas por um único programa.
Por isso, podemos dizer que o paradigma está fortemente relacionado à programação paralela,embora esteja focado muito mais na interação entre as tarefas. Essa interação e a comunicação correta entre as diferentes tarefas, além da coordenação do acesso concorrente aos recurso computacionais, mostram-se como as principais questões discutidas durante o desenvolvimento de sistemas concorrentes. Pioneiros na área de pesquisa incluem Edsger Dijkstra, Per Brinch Hansen, e C.A.R. Hoare.
Atualmente, as linguagens mais utilizadas para tais construções são Java e C#.
Vantagem da Programação Concorrente:
- Aumento de desempenho: aumenta-se a quantidade de tarefas sendo executadas em determinado período de tempo, e a possibilidade de uma melhor modelagem de programas.
O curso será coordenado pelo Professor Fernando José Castor de Lima Filho, pós-doutor em Tolerância a Falhas em Grades Computacionais. Castor possui experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Engenharia de Software e Tolerância a Falhas, atuando principalmente nos seguintes temas: tratamento de exceções, arquitetura de software e programação orientada a aspectos. Atualmente é professor adjunto do Centro de Informática (CIn) – UFPE.
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Inscreva-se!
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Data: 9, 13, 14, 15, 16, 20, 21, 22, 23 de setembro e 4 de outubro.
Duração: 10 dias.
Horário: 18h30 às 21h30, de segunda a quinta.
Computadores aprendem a entender ‘sentimentos’ de tweets em português

Se às vezes é difícil para você entender o que seus amigos querem dizer com algumas mensagens no Twitter, imagine para um computador, acostumado com outro tipo de linguagem.
Um pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) trabalha em um projeto que, entre outras aplicações de inteligência artificial, busca facilitar a comunicação entre máquinas e humanos usando mensagens publicadas no serviço de microblog.
Mestrando em mineração de dados no Centro de Informática da UFPE, Marcel Pinheiro Caraciolo, de 25 anos, se uniu a outros estudantes e empresários para desenvolver um programa que processa linguagem natural (as línguas faladas pelos humanos, como inglês e português) para entender sentimentos em tweets sobre determinados assuntos. Nos testes feitos até agora, o programa apresentou nível de acerto de 80% nas classificações de mensagens como positivas, negativas ou neutras, segundo Caraciolo. O processo é chamado de análise de sentimento.
Um dos maiores desafios para quem trabalha com linguagens de computadores é fazer com que as máquinas entendam a linguagem humana. Nesse universo, o Twitter aparece como mais um meio para tentar melhorar o processo. “O Twitter tem sido usado para entender o comportamento do usuário. A tendência é que a ferramenta seja inserida na conversa usuário-máquina. Com as pesquisas de linguagem natural, no futuro, em vez de precisar que o computador tenha comandos pré-programados, ele vai poder compreender a língua falada pelo usuário”, disse Caraciolo em entrevista ao G1.
Ferramentas como a que o mestrando pretende analisar como estudo de caso em um artigo científico ainda neste ano são relativamente comuns em inglês. O diferencial do trabalho é justamente a adaptação das análises para o português. A diferença, ele explica, está no “treinamento” de algoritmos para que entendam palavras, estruturas e padrões de frases no idioma.
“As bases de dados normalmente são em inglês, então tivemos de construir nossa própria base. A análise sintática das frases em português é diferente. Tem a questão dos acentos, o plural, a conjugação de verbos. Os algoritmos são ‘treinados’ para entender essa base de dados. Existem técnicas de processamento de linguagem natural em português para que os algoritmos sejam adaptados”, explica.
Em cada pesquisa, a base de dados “treinada” é diferente. “Algumas palavras são as mesmas para esse tipo de pesquisa, como ‘gosto’, ‘bonito’, ‘ruim’, mesmo que os assuntos sejam política, livros, cinema. Mas, em cada contexto, existem outras que podem ser usadas. ‘Ele é ladrão’, por exemplo, é uma expressão ruim usada em mensagens sobre políticos, por exemplo”.
Sócio-pesquisador da empresa de monitoramento de redes sociais Eleitorando, Caraciolo e seus colegas pretendem lançar a ferramenta em breve, para fazer pesquisas sobre candidatos durante a campanha eleitoral.
“Como a base de acertos já chegou a números satisfatórios, queremos oferecer essa ferramenta para as eleições”, contou. Até agora, também em função da pressa de lançar o programa como um produto, o desenvolvimento é fechado. “Como há interesse científico, deve ser aberto a colaborações”, disse.
Enquanto o artigo do mestrando não é publicado, Caraciolo escreveu sobre um post sobre o assunto em seu blog sobre inteligência artificial, explicando o processo da análise de sentimento com o exemplo de uma pesquisa com comentários sobre o filme “Eclipse”(leia o texto, em inglês). “Inteligência artificial no Brasil ainda é meio bicho de sete cabeças. Decidi publicar essas informações na internet para tornar o assunto um pouco mais divulgado”.
fonte: http://g1.globo.com

