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Mídias sociais, o alvo real do bloqueio da Internet pelo Egito

fonte: Big Picture

Com uma ação abrangente para derrubar as comunicações via Internet, o governo do Egito não apenas conseguiu bloquear o Twitter como também limitar de forma significativa o acesso ao Facebook, Yahoo e Google, em sua tentativa de diminuir a força dos protestos populares.

Não é a primeira vez que um governo tenta censurar o conteúdo online e bloquear o acesso à Internet. Mas as ações do Egito chamaram a atenção do mundo porque foram além da conta – e de forma bastante agressiva.

“Antes deste incidente, o governo egípcio tinha bloqueado apenas o mínimo, como sites de oposição. Mas nunca a mídia social e o noticiário internacional”, afirmou, por e-mail, Jillian York, coordenador de projeto do Centro Berkman para Internet e Sociedade, na Universidade de Harvard.

“O governo não tem um ponto de controle central para a Internet, o que significa que precisa confiar em sua capacidade de forçar os provedores de acesso a cooperar”, afirmou, acrescentando que, até onde sabe, ainda havia um provedor operando na tarde de sexta-feira (28/1).

Grande papel


Está claro que o que tem sabotado os esforços do governo é o grande papel que as mídias sociais têm tido nos protestos que abalam as cidades do país, incluindo a capital Cairo.

“Facebook, Twitter, YouTube e até o Google Docs têm sido utilizados de formas inéditas desta vez – tanto para  coordenação como para divulgação de notícias”, explicou York.

Ela e outros são céticos sobre a eficácia que o “desligamento” da Internet poderá ter sobre os protestos a esta altura.

“Twitter, Facebook e a Internet têm tornado a desobediência civil mais eficiente”, afirmou a analista Rebecca Wetterman, da Nucleus Research. “O governo está reagindo a um problema civil cortando um canal de comunicação, mas sempre haverá outros meios.”

Tiro no pé


Enquanto isso, o Egito leva um duro golpe do Exterior, especialmente a comunidade empresarial, disse Wetterman. “Essa reação de colocar a Internet de joelhos mostra que o Egito não está aberto para negócios – e isso terá conseqüências negativas dramáticas para as empresas que têm negócios lá”, acrescentou.

No começo da semana, o governo egípcio mirou no Twitter, que tem sido usado para planejamento de protestos e comunicação entre participantes. No entanto, na quinta-feira (27/1), o governo ordenou o desligamento das comunicações via Internet e das redes de celulares.

“Como resultado do bloqueio da Internet no Egito, as pessoas têm sido impossibilitadas de acessar serviços da Google e do YouTube; ou, no mínimo, têm tido sérias dificuldades para fazê-lo”, disse Scott Rubin, porta-voz da Google, por e-mail.

“A Internet tem sido uma das maiores inovações de nossa época por causa do acesso à informação que oferece às pessoas de todo o mundo”, disse o principal executivo legal da Google, David Drummond, à televisão Al-Jazeera em Davos, segundo o The Financial Times. “Nós acreditamos que o acesso é um direito fundamental, e é muito triste quando esse direito é negado a cidadãos do Egito ou de qualquer outro país.”

Acesso limitado


O Facebook também confirmou que o acesso a seu site é bastante limitado. “Temos conhecimento de informes sobre interrupção de serviço e notamos uma queda no tráfego proveniente do Egito desde quinta-feira”, disse o porta-voz do Facebook, Andrew Noyes, via e-mail.

O governo dos Estados Unidos também está preocupado com a interferência do Egito nos serviços online. “Queremos nos certificar de que o Egito não está interferindo com o uso de mídia social. Este é um direito fundamental tão claro como o de caminhar nas praças da cidade”, disse um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, P.J. Crowley, à TV Al-Jazeera, na quinta-feira.

Muitos usuários do Yahoo também têm sido afetados e a empresa tem monitorado a situação bem de perto, afirmou a porta-voz Nina Blackwell, por e-mail. “O Yahoo foi fundado sobre o princípio de que o acesso à informação pode melhorar a vida das pessoas, e nós sempre nos preocupamos quando o acesso à Internet é negado a pessoas de qualquer parte do mundo”, disse.

O Twitter confirmou na terça-feira (25/1) que seu site e suas aplicações foram bloqueadas pelo Egito. “Nós acreditamos que a troca aberta de informações e opiniões beneficia a sociedade e ajuda os governos a melhor se conectar com seus povos”, afirmou o Twitter, em declaração.

revolução das mídias sociais

Fonte: idgnow.com (Juan Carlos Perez)

O segredo do relacionamento 2.0

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por Carlos Eduardo C. Macêdo, gestor de Projetos do CITi


Saber como sua empresa está posicionada diante dos consumidores e apreciadores dos seus produtos não era uma tarefa fácil para as gerações passadas. Geralmente, um gestor só se daria conta de que há algo errado quando, como eles mesmos afirmam, “o faturamento trimestral da empresa estivesse aquém dos 70% em relação ao ano anterior”.

Por isso, torna-se justificável a busca de empresários de todos os ramos sobre maneiras de mensurar e, até mesmo, prever o nível de aceitação, dispersão e favorecimento adquirido por sua empresa diante de qualquer tipo de consumidor e formador de opinião.

A web 2.0 (colaborativa, opinativa, “rankiada”) é fruto não só da “revolução social”, ou da experiência de “aldeia colaborativa” que muitos pensam. O mundo web atual advém também desse interesse demonstrado por gigantes do mundo empresarial, forçando marketing, comunicação e gestão de empresas a migrar e, principalmente, entender melhor esse novo conceito que é a web 2.0.

Olhando por um ponto muito mais crítico: a internet, nos dias de hoje, entrega às empresas uma nova chance de se restabelecerem como organizações com objetivo e missão claros, e conhecerem a fundo seus consumidores e clientes finais. A grande questão retirada dessa nova proposta é de como colocar em prática essas exigências, o que se mostra a parte mais difícil e menos empolgante do processo. Geralmente, boa parte das empresas “pula” estas etapas e começa a nova “vida” sem planejamento. Então, como fazer isso? Há uma solução exata e geral? A resposta é não!

Cada empresa tem objetivos próprios, caminhos próprios e gestões singulares. Portanto, qualquer estratégia para entrar definitivamente nas mídias sociais deve ser, no mínimo, alvo de discussões, reuniões e imersões administrativas. A partir disso, podem ser traçadas as formas de se atingir a plena gestão 2.0.

E essas formas devem ser precedidas por uma única palavra: calma. Aprendido isso, podemos passar para o próximo degrau: conhecer a si mesmo. Nesse caso, conhecer sua empresa. Qual seu objetivo? Seus princípios? Sua visão? Será que você terá como manter uma mídia constantemente atualizada? Ela se encaixa nas suas propostas? E, principalmente: você está disposto a conversar e dar atenção à sua audiência? Está disposto a ouvir críticas/sugestões instantâneas e saber lidar com elas? Isto é: sua empresa está disposta a se relacionar?

O segredo está aí.

carlos.macedo@citi.org.br

Computadores aprendem a entender ‘sentimentos’ de tweets em português

Se às vezes é difícil para você entender o que seus amigos querem dizer com algumas mensagens no Twitter, imagine para um computador, acostumado com outro tipo de linguagem.

Um pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) trabalha em um projeto que, entre outras aplicações de inteligência artificial, busca facilitar a comunicação entre máquinas e humanos usando mensagens publicadas no serviço de microblog.

Mestrando em mineração de dados no Centro de Informática da UFPE, Marcel Pinheiro Caraciolo, de 25 anos, se uniu a outros estudantes e empresários para desenvolver um programa que processa linguagem natural (as línguas faladas pelos humanos, como inglês e português) para entender sentimentos em tweets sobre determinados assuntos. Nos testes feitos até agora, o programa apresentou nível de acerto de 80% nas classificações de mensagens como positivas, negativas ou neutras, segundo Caraciolo. O processo é chamado de análise de sentimento.

Um dos maiores desafios para quem trabalha com linguagens de computadores é fazer com que as máquinas entendam a linguagem humana. Nesse universo, o Twitter aparece como mais um meio para tentar melhorar o processo. “O Twitter tem sido usado para entender o comportamento do usuário. A tendência é que a ferramenta seja inserida na conversa usuário-máquina. Com as pesquisas de linguagem natural, no futuro, em vez de precisar que o computador tenha comandos pré-programados, ele vai poder compreender a língua falada pelo usuário”, disse Caraciolo em entrevista ao G1.

Ferramentas como a que o mestrando pretende analisar como estudo de caso em um artigo científico ainda neste ano são relativamente comuns em inglês. O diferencial do trabalho é justamente a adaptação das análises para o português. A diferença, ele explica, está no “treinamento” de algoritmos para que entendam palavras, estruturas e padrões de frases no idioma.

“As bases de dados normalmente são em inglês, então tivemos de construir nossa própria base. A análise sintática das frases em português é diferente. Tem a questão dos acentos, o plural, a conjugação de verbos. Os algoritmos são ‘treinados’ para entender essa base de dados. Existem técnicas de processamento de linguagem natural em português para que os algoritmos sejam adaptados”, explica.

Em cada pesquisa, a base de dados “treinada” é diferente. “Algumas palavras são as mesmas para esse tipo de pesquisa, como ‘gosto’, ‘bonito’, ‘ruim’, mesmo que os assuntos sejam política, livros, cinema. Mas, em cada contexto, existem outras que podem ser usadas. ‘Ele é ladrão’, por exemplo, é uma expressão ruim usada em mensagens sobre políticos, por exemplo”.

Sócio-pesquisador da empresa de monitoramento de redes sociais Eleitorando, Caraciolo e seus colegas pretendem lançar a ferramenta em breve, para fazer pesquisas sobre candidatos durante a campanha eleitoral.

“Como a base de acertos já chegou a números satisfatórios, queremos oferecer essa ferramenta para as eleições”, contou. Até agora, também em função da pressa de lançar o programa como um produto, o desenvolvimento é fechado. “Como há interesse científico, deve ser aberto a colaborações”, disse.

Enquanto o artigo do mestrando não é publicado, Caraciolo escreveu sobre um post sobre o assunto em seu blog sobre inteligência artificial, explicando o processo da análise de sentimento com o exemplo de uma pesquisa com comentários sobre o filme “Eclipse”(leia o texto, em inglês). “Inteligência artificial no Brasil ainda é meio bicho de sete cabeças. Decidi publicar essas informações na internet para tornar o assunto um pouco mais divulgado”.

fonte: http://g1.globo.com

Ruby on Rails – XV Jornada de Cursos

Clique aqui e confira a ementa do curso

Com o objetivo de tirar dúvidas e motivar a utilização de cada curso que estamos promovendo, começa hoje a Semana Especial da Jornada  de Cursos CITi. Confiram o nosso primeiro post: o curso de Ruby on Rails.

O que é o Ruby on Rails?

Ruby on Rails é um meta-framework, ou seja, é a junção de cinco frameworks escrito na linguagem de programação Ruby. Além de ser gratuito e de código aberto, ele promete revolucionar o mundo de desenvolvimento web, principalmente sites  voltados a banco de dados (database-driven web sites). Visa a facilidade de criação e diminuição do tempo de desenvolvimento, aumentando assim a produtividade e eficiência. Para isso, o Ruby segue dois conceitos: o DRY (Don´t Repeat Yourself, “Não se repita”) e o Convention over Configuration (Convenção sobre a Configuração) .

O DRY é o conceito por trás da técnica de definir nomes, propriedades e códigos em somente um lugar e reaproveitar essas informações em outros. Já o Convention over Configuration, como o próprio nome diz, estabelece valores-padrão em que predomina uma convenção. O programador pode sobrescrever esses padrões se assim preferir, facilitando o entendimento e a manutenção de sites.

Aqui você pode ter maiores informações sobre os 5 frameworks.

Quem usa o Ruby on Rails?

Apesar de ser uma linguagem muito nova no mercado e lançada pela primeira vez em julho de 2004 por Yukihiro Matsumoto, Ruby está entre as linguagens que mais crescem atualmente. Dezenas de centenas de aplicações em Rails já estão rodando em todo o mundo. Nada mais nada menos que o Twitter utiliza essa linguagem.

Aplicações Brasileiras:

BlogBlogs: Indexação, ranking e busca de blogs brasileiros.

Pagestacker: Sua memória na Internet.

Mailee: Finalmente, email marketing 2.0.

Treina Tom: Transmissão de eventos on-line.

Aplicações Estrangeiras:

Twitter: Fique conectado com seus amigos.

Basecamp: Gerenciamento de projetos.

Campfire: Salas de reunião para negócios.

Kongregate: O “YouTube dos games”.

SlideShare: Compartilhe apresentações PPT.

Depoimentos sobre Ruby on Rails

“Antes do Ruby on Rails, programação web necessitava de muitos passos e tempo. Agora, web designers e engenheiros de software podem desenvolver um website de maneira mais rápida e simples, permitindo que eles sejam mais produtivos e efetivos em seu trabalho”
-Bruce Perens, criador do termo “open source”

“O que diferencia este framework de todos os outros é a preferência por convenção ao invés de configuração para tornar as aplicações mais fáceis de desenvolver e compreender.”
-Sam Ruby, funcionário da IBM e diretor da Apache Software Foundation

“Ruby on Rails é incrível por estar diminuindo as barreiras para entrar no mundo da programação. Aplicações web poderosas que geralmente demoram semanas ou meses para serem desenvolvidas agora necessitam somente de uma questão de dias.”
-Tim O’Reilly, fundador da O’Reilly

“Rails é o framework de desenvolvimento web mais bem bolado que eu já utilizei. E já faz mais de uma década que faço aplicações web para sobreviver. Eu construí meus próprios frameworks, ajudei a desenvolver a API Servlet, e criei muito mais que alguns poucos servidores web. Ninguém fez nada como o Rails antes.”
-James Duncan Davidson, criador do Tomcat e do Ant

Cinco dicas essenciais que você precisa saber para fazer negócios no Twitter

Partindo da pergunta “As Redes Sociais são boas para os negócios?”. A resposta depende da forma como você atua: sendo o “vendedor chato”ou procurando entender como elas funcionam e como as pessoas interagem.

A pergunta é natural diante de tantas notícias e reportagens na imprensa sobre quem está se dando bem, principalmente no Twitter, a sensação do momento. E a resposta parece ser clara: quanto mais tempo você demorar para participar das redes sociais, menores serão as chances de explorar todas estas oportunidades.

Isso explica a correria das empresas em entrar nessa nova onda. Afinal, é só acompanhar algumas estatísticas: o número de usuários do Twitter aumentou 1600% entre julho de 2008 e 2009, sendo que os brasileiros são os que passam mais tempo “tuitando” (cerca de 41,5 minutos por mês de acordo com pesquisa da ComScore). Somente em São Paulo, 45% da população já participa de alguma rede social, índice que aumenta para 75% entre os jovens entre 18 e 24 anos (Ibope Mídia). Nas empresas, segundo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NTT/URFJ), 74% dos pesquisados planejam participar das mídias sociais nos próximos 12 meses. Diante de números tão promissores, por que não tentar?

Planejando e Implementando Ações

Em vez de escolher o caminho mais rápido, o ideal é trilhar pelo mais seguro. Além de maior potencial para gerar resultados, fazer um planejamento prévio com base no conhecimento das mídias sociais, do perfil do público-alvo e em ações sintonizadas com outras ferramentas de marketing digital também tem menos probabilidade de ser rejeitada. Os principais aspectos a serem levados em conta neste sentido são:

1. Entenda como as mídias sociais funcionam Comunidades, blogs e Twitter possuem uma dinâmica própria, que só são compreendidas quando se faz parte delas. Portanto, antes de delegar a tarefa a terceiros, é essencial que você participe para ter uma noção mais clara sobre as regras de conduta e formas de abordagem mais apropriadas. Uma das primeiras coisas que descobrirá, por experiência própria, é porque ninguém nesse meio gosta de vendas diretas.

2. Entenda como o seu público-alvo interage – Estude como seus clientes, consumidores ou prospects participam das mídias sociais. Eles a utilizam para conhecer a opinião de outras pessoas sobre o seu produto, para reclamar ou elogiar? Estão interessados em assuntos profissionais ou pessoais? Quais os sites mais frequentados (Orkut, Facebook, Sonico, MySpace, Via6, Linked In, Plaxo etc.) E se não participam, isso ocorre por falta de tempo, interesse ou dificuldade em acompanhar estas novidades? O que os motivaria a fazer parte de uma rede social?

3. Defina a estratégia – As etapas acima são fundamentais para o passo seguinte, definir a estratégia de atuação, que pode se dar em três níveis principais: canais relacionamento (atendimento a reclamações, esclarecimento de dúvidas, interação com clientes e consumidores), comunicação (divulgação de lançamentos ou atualizações de produtos, informações práticas) ou campanhas de fidelização (promoções exclusivas para quem participa ou segue em suas comunidades, blogs ou Twitter). Independente da escolha, é essencial atuar de forma integrada a outras iniciativas de marketing utilizadas pela empresa, sejam online (website, e-mail marketing, links patrocinados, banners) ou offline (an&ua cute;ncios, mala direta, assessoria de imprensa etc.)

4. Crie um diferencial – Só participar não é o bastante. É preciso participar de forma diferenciada. Seja por meio de conteúdo exclusivo, promoções especiais ou atendimento personalizado. É a melhor maneira de conquistar atenção, fidelidade do público e, principalmente, fazer com que as suas iniciativas sejam divulgadas pelos próprios participantes por meio do boca a boca.

5. Tenha objetivos claros e mensure os resultados – Uma das grandes vantagens do marketing digital é dispor de recursos que permitem mensurar os resultados das mais diversas formas. Use isso a seu favor, estabelecendo objetivos e metas claros para cada mídia social. Uma dica para facilitar a tarefa é canalizar as ações das mídias sociais no site da empresa. Por exemplo, em uma promoção pelo Twitter, faça com que os internautas tenham de visitar o site para conhecer as regras ou os prêmios. Dessa forma, é possível mensurar em detalhes a audiência (região de proveniência dos visitantes, duração) e o tráfego (páginas mais visitas) do site e relacioná-los com a receptividade da campanha. É também uma forma dos internautas conhecerem mais sobre a sua empresa e outros produtos oferecidos.

Retirado de: Maxpress

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